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Por que falar em grupo ajuda (e por que o grupo é pequeno)

Ser ouvida por outras mulheres pode aliviar o peso da própria história. Entenda por que o grupo terapêutico da Casa Lavanda tem só seis vagas.

Por Alessandra Abreu4 min de leitura

Existe um alívio que só aparece quando outra pessoa diz, em voz alta, algo que você achava que só você sentia. É como se uma porta se abrisse por dentro: então não sou só eu.

A força de não estar sozinha

Muitas mulheres carregam a própria dor em silêncio. Cuidam de todos, resolvem tudo e guardam para si o que pesa. Com o tempo, esse silêncio vira isolamento.

No grupo, esse ciclo começa a mudar. Ouvir a história de outra mulher ajuda a olhar a sua de outro ângulo. E falar diante de quem escuta com respeito ajuda a dar nome ao que antes era só um aperto.

Ouvir também cuida

Nem sempre é preciso falar para participar. Há encontros em que você só escuta, e está tudo bem. Muitas vezes é escutando que a gente se reconhece.

Por isso ninguém é obrigada a falar. Cada mulher participa no seu tempo.

Por que só seis mulheres

O grupo terapêutico da Casa Lavanda tem seis vagas por turma. Não é por acaso.

Em um grupo pequeno, todas têm espaço para falar e ser ouvidas com calma. Dá tempo de voltar a um assunto, de perceber quando alguém está diferente, de criar vínculo. A confiança cresce de semana em semana, porque as mesmas mulheres estão juntas do primeiro ao sétimo encontro.

Em um grupo grande, a escuta se espalha. Em um grupo pequeno, ela se aprofunda.

Um lugar seguro, com combinados claros

Para que o grupo funcione, alguns combinados valem para todas. O principal deles: o que é falado no grupo fica no grupo. É esse cuidado que permite que cada mulher seja quem é, sem precisar se esconder.

Se você sente que é hora de olhar a sua história ao lado de outras mulheres, conheça o grupo terapêutico. E se ainda tem dúvidas, leia também a diferença entre a roda de conversa e o grupo.

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Alessandra Abreu, terapeuta integrativa

Alessandra Abreu

Terapeuta integrativa do emocional feminino, em Belo Horizonte. Conduz as rodas de conversa e o grupo terapêutico da Casa Lavanda.

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