Existe um alívio que só aparece quando outra pessoa diz, em voz alta, algo que você achava que só você sentia. É como se uma porta se abrisse por dentro: então não sou só eu.
A força de não estar sozinha
Muitas mulheres carregam a própria dor em silêncio. Cuidam de todos, resolvem tudo e guardam para si o que pesa. Com o tempo, esse silêncio vira isolamento.
No grupo, esse ciclo começa a mudar. Ouvir a história de outra mulher ajuda a olhar a sua de outro ângulo. E falar diante de quem escuta com respeito ajuda a dar nome ao que antes era só um aperto.
Ouvir também cuida
Nem sempre é preciso falar para participar. Há encontros em que você só escuta, e está tudo bem. Muitas vezes é escutando que a gente se reconhece.
Por isso ninguém é obrigada a falar. Cada mulher participa no seu tempo.
Por que só seis mulheres
O grupo terapêutico da Casa Lavanda tem seis vagas por turma. Não é por acaso.
Em um grupo pequeno, todas têm espaço para falar e ser ouvidas com calma. Dá tempo de voltar a um assunto, de perceber quando alguém está diferente, de criar vínculo. A confiança cresce de semana em semana, porque as mesmas mulheres estão juntas do primeiro ao sétimo encontro.
Em um grupo grande, a escuta se espalha. Em um grupo pequeno, ela se aprofunda.
Um lugar seguro, com combinados claros
Para que o grupo funcione, alguns combinados valem para todas. O principal deles: o que é falado no grupo fica no grupo. É esse cuidado que permite que cada mulher seja quem é, sem precisar se esconder.
Se você sente que é hora de olhar a sua história ao lado de outras mulheres, conheça o grupo terapêutico. E se ainda tem dúvidas, leia também a diferença entre a roda de conversa e o grupo.
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Alessandra Abreu
Terapeuta integrativa do emocional feminino, em Belo Horizonte. Conduz as rodas de conversa e o grupo terapêutico da Casa Lavanda.
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